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As Finas Iguarias do Rei, o Congresso Nacional Brasileiro e a Síndrome de Ester PDF Imprimir E-mail
"E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei."
politico
José, Moisés e Daniel, o que eles teriam a nos ensinar a respeito das constantes crises políticas no Brasil? A maioria dos políticos evangélicos sempre cita em seus discursos a condição política e a importância dos personagens bíblicos na vida do povo de Israel e demonstram que seja necessário votar em tal bancada para fortalecer ainda mais suas ações em prol do cristianismo. Será? Qual seria o real esforço que tais políticos tem feito com o intuito de moralizar o congresso brasileiro e sua política cada vez mais desacreditada?
O objetivo deste texto é de trazer uma reflexão a respeito da síndrome de Ester tão intrínseca na mente dos políticos evangélicos.
 
Clique no link abaixo para ler o artigo.
Daniel 1:5-16


"E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei.

E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.


Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, procederás para com os teus servos.


E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei.


Assim o despenseiro tirou-lhes a porção das iguarias, e o vinho de que deviam beber, e lhes dava legumes.
"

Grande parte dos políticos evangélicos quando postulam cargos públicos costumam citar a personalidade de Daniel, o fato de ele exercer um cargo público no exílio babilônico e sua comunhão com Deus, ao ponto de causar ciúmes pelos demais. Outros exemplificam a vida de José (filho de Jacó com Raquel) que exerceu uma influencia positiva no Egito. Há quem fale de Davi (homem segundo coração de Deus), amado pelo povo e vencedor de várias guerras. Mas por incrível que pareça esquecem-se de falar sobre o alto preço que tiveram que pagar e aquilo que tiveram que renunciar para que seus nomes fossem citados com certo destaque na Bíblia sagrada.


Moisés se negou a ser chamado de filho da filha de Faraó, o que daria a ele status de um príncipe, antes preferiu ser hebreu como os seus irmãos e sofrer a mesma privação dos que eram escravizados.  José não quis manter relações sexuais com a esposa de Faraó, mesmo sabendo que aquela decisão poderia lhe tirar a vida. E Daniel? Bom! Daniel abriu mão das regalias de participar da famosa “fatia do bolo” do Império Babilônico. Preferiu ser vegetariano a correr o risco de desobedecer aos mandamentos de Deus no que concerne a comidas impuras.


Quando me lembro dos freqüentes escândalos que envolvem o Congresso Nacional Brasileiro entristeço-me, não pela corrupção que assola aquele lugar, nem pelas figuras que parecem se perpetuar no poder antes mesmo do famoso golpe de 1964, chego a pensar que eles são imortais, invencíveis, na verdade, inertes. O que mais me entristece é a falta de políticos corajosos como Daniel, José e Moisés. Sou tentado a generalizar e nivelar pelas figuras colloridas de sempre.


A vergonha aumenta quando procuro alguns poucos denominados de “bancada evangélica”, que por muito tempo foram apelidados de “conservadores”, sempre atentos a questões que envolvam a “doutrina cristã”, os usos e costumes sociais, o casamento “gay”, a disputa “católico-protestante” pelas salas de aula, mas recusam-se a colocar as “cabeças a prêmio” quando o assunto é ética, compromisso social, responsabilidade ambiental. Parece que a responsabilidade maior é para com aqueles que financiaram suas campanhas.
Infelizmente a Igreja Cristã tem perdido uma grande oportunidade de sair da inércia e assumir um papel mais contundente na sociedade brasileira. Tal papel não será conseguido pelo simples fato de ocupar cargos públicos, mas de renunciar as finas iguarias que os velhos políticos estão dispostos a oferecer a todos aqueles que lá chegarem.


O objetivo deste texto não é o de generalizar uma corrupção política, nem de demonizar a participação pública na política. Tampouco pregar a idéia de que será preciso encher o Congresso de evangelicalistas. Pelo contrário, pouquíssimas vezes votei em evangélicos. Na verdade, apenas em um; e olha que tenho dezenove anos de participação eleitoral. Temos a necessidade de despertar o povo de Deus para o compromisso de não apenas se preocupar com um mundo espiritual, empírico, inacessível e olhar para o material como diabólico e intransponível. Pelo contrário, ver a atuação de Deus em cada gesto sócio-ambiental e transformando a cultura em prol do desenvolvimento do Reino de Deus.


Que Deus possa afastar a “Síndrome de Ester” dos políticos brasileiros. Pois, costumamos lembrar-se da Rainha Ester como aquela que salvou o seu povo de um extermínio em massa, graças a sua atitude corajosa de clamar ao rei pela sua gente, correndo o risco de ser morta. Semelhantemente, os políticos evangélicos brasileiros acham que foram eleitos para salvar os cristãos do vexame do “estado laico”. E esquece-se de serem parceiros da mudança que tanto o nosso povo necessita.

 

Josué Menezes
Olinda, 15 de agosto de 2009.

 

Última atualização em Sex, 02 de Outubro de 2009 19:51
 
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