"Abre a tua boca a favor do mudo... - Provérbios 31:8" ANO 25  
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Espiritual como Pão com Manteiga PDF Imprimir E-mail

Tudo começou quando saí domingo a noite para o culto da minha igreja... e que culto! A pregação foi tremenda. O pastor estava inspirado. Ora pregava, ora orava pelos enfermos, ora intercedia pelos problemas da minha igreja. Foi um dos melhores cultos do ano. Chega saí da igreja regozijado. Acho que agora, finalmente entendi o que é ser espiritual. Foi demais. Estou sentindo algo diferente em mim, creio que a semana vai ser diferente.


Cheguei em casa... E foi difícil olhar para meu pai assistindo aquela programação dominical fatídica. Corri para o quarto! Acredito que ele tenha falado alguma gracinha na sua poltrona, mas nem liguei. Estava muito espiritual para prestar atenção naquelas blasfêmias que ele costumava falar. Ajoelhei-me e logo pus-me a falar com Jesus. Agradeci por tudo o que havia acontecido e pela poderosa pregação do pastor Lee. Agradeci pelo pão que havia me dado e pelo belo dia de domingo. "Senhor, muito obrigado por não ser igual aqueles meus amigos que abrem mão da Escola Dominical e do Culto a noite e vão à praia ou a qualquer outro lugar. Obrigado por não ser pecador tal qual eles são..."

O despertador tocou! Logo, logo lá estava eu pegando aquele ônibus que pouco tempo mais tarde iria ficar superlotado. Peguei minha bíblia e pus-me a ler, e não é que o inimigo mandou sua primeira seta? Foi só eu abrir a Palavra e uma senhora grávida, devia ter uns sete meses de gravidez, se chegou perto do meu banco. Fechei os olhos e fui orar. Repreendi o inimigo e clamei a misericórdia de Deus sobre cada pessoa que estava alí, inclusive o cobrador e o motorista. Prá meu espanto, quando abri os olhos não havia nenhuma grávida próximo de mim, apenas uma velha que fedia muito. Fazia questão de empurrar as suas sacolas na minha cabeça tão logo o ônibus fazia as curvas. A minha vontade era dizer umas verdades prá ela. Madaria tomar um bom banho e ser mais educada.

Ufa! Cheguei no meu trabalho em cima da hora, são sete e cinquenta e nove. Procurei um cantinho discreto e fui ler a Bíblia. Eu precisava manter a chama do avivamento que começava em mim acesa. Dei de cara com meu supervisor que foi logo impondo dezenas de tarefas para um curto espaço de tempo. Ele queria que eu terminasse tudo aquilo em menos de uma hora. Mas pude ver em seus olhos a sua auto-sensura por estar lendo o Livro Sagrado. É incrível como o inimigo, Satanás usa as pessoas para impedír que os filhos de Deus leiam a Bíblia. Ignorei-o! Sou espiritual e as coisas espirituais se discernem espiritualmente, está escrito!

Meu Deus! Lá vem aquele cara que jura ser crente. Se eu contar um terço do que ele faz, chegaremos a conclusão que ele é crente do cão. Se isso é testemunho de crente, prefiro ser ateu. Nunca o vi pegar uma Bíblia para ler no trabalho. Nunca o vi orando pelos corredores, tão pouco evangelizando. Se dar bem e brinca com todo mundo... Vou confidenciar uma coisa: certa feita o vi no fumódromo da empresa. Não fumava mais conversava alegremente com os que ali estavam destruindo o corpo pelo fumo. Malditos! Enchem os pulmões de nicotina e à noite se embriagam. Jamais quero conversa com eles. Não acredito que me ensinariam algo de bom. Espritual que é espiritual tem que evitar a aparência do mal.

Ironia do destino, ao me arrumar para largar do trabalho, aquele crente, ou melhor, cretino me ofereceu carona. Disse que iria na casa de uns amigos e passaria pelo meu bairro. Foi a decisão mais difícil da minha vida naquela empresa. O que os outros poderiam falar? Todos sabiam que eu era crente e que ele era um qualquer, igual a eles. Lembrei-me que haveria uma reunião importantíssima naquela segunda à noite na igreja e que seria imprescindível a minha presença. Aceitei!

Se arrependimento matasse, eu estaria morto! Alguns minutos em silêncio e ele veio com uma pergunta sinistra: "Fale sobre sua família, Ted!" Como assim? Respondi. "Ora! há dois anos que trabalho com você e nunca falou dos seus pais." Eles não são crentes. Oro a dez anos para que se convertam mais são muito duros de coração. Achei que ele se satisfaria com minha resposta evasiva, ledo engano. "Ouvi falar que ele foi um grande profissional na área de educação... Professor Catanduva foi vice-reitor da Universidade Pública." Como você sabe disso? Perguntei meio sem jeito. "Seu nome é Teobaldo Catanduva e seu sobrenome despertou-me a saber sua origem. Na verdade Catanduva foi um excelente professor de filosofia nesta faculdade e nunca esqueci de uma de suas aulas. Achei super legal de estar trabalhando com o filho daquele que foi o melhor dos professores que já tive."

Talvez ele não conhecesse o meu pai como eu conhecia. Gostaria de nunca ficar velho. A idéia de ser um velho chato me angustiava. Ser tal qual meu pai nem pensar. Catanduva ao se aposentar tem sido um velho insuportável, desabafei!

"Ele sempre teve idéias bem diferentes, mas sempre respeitou o nosso direito de pensar diferente, inclusive acredito que esse seja um dos pricípios da filosofia, respeito as diferenças". Não acredito nisso. Respondi indignado. Era tudo o que eu queria para vomitar meus argumentos daquela indesejável conversa: Respeitar as diferenças é coisa do Anticristo. O mundo precisa saber por bem ou por mal que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida!

"Qual a sua estratégia para que isso seja uma realidade? Ignorar os diferentes ou amá-los?" Alguns minutos de silêncio... Minha indignação havia chegado no ápice... Não acho que seja comendo e bebendo com pecadores, tão pouco respirando o ar contaminado de nicotina. Não vejo Jesus nesses lugares. "Mas nem quando você está lá? Ainda assim não consegue enchergar Jesus em você?" Retrucou.

Nesse exato momento um motoqueiro atravessou o sinal fechado e quase nós batíamos nele: miserável! Gritei para o sem vergonha. Não olha o sinal fechado para você, seu filho do cão. Minutos depois a conspiração satânica para provar meu primeiro dia espiritual foi consolidada. Um engarrafamento estava se formando bem a frente, os carros andavam lentamente e logo notei que havia um tumulto a frente. Era o estopim, a reunião me esperava. Eu precisava chegar rápido para resolver as coisas de Deus e lá estava eu preso num engarrafamento demoníaco.

Ao passarmos bem em frente ao ocorrido, havia um homem acidentado no chão e quase os carros terminariam por atropelar mais ainda. Era um motoqueiro, talvez aquele que minutos atrás avançava o sinal fechado. Para meu desespero ele encostou o carro próximo ao morimbundo, de forma que os carros foram obrigados a fazer um desvio maior. Desceu do carro e cuidou de conversar com a vítima daquele acidente. Pensei em fazer uma oração daquelas que meu pastor costuma fazer aos domingos, mas a minha preopcupação era com a reunião. Não tinha como me concentrar em outra coisa que não fosse a reunião na igreja. Despedi-me dele e contei do meu compromisso. Falei que infelizmente não poderia ficar muito tempo ali, pois tinha um compromisso na igreja. Ele respondeu-me com um sorriso sem graça, talvez de decepção.

Ao chegar em casa, após a reunião, morto de cansado, havia um alvoroço só. Meu irmão havia sofrido um acidente de moto. Faltou pouco para morrer. Se não fosse os primeiros socorros que meu colega de trabalho havia feito. Pois é! Aquele morimbundo acidentado no caminho era meu irmão; e se não fosse a atenção do meu colega para descobrir um enorme ferimento nas suas costa, o sangue desceria pela galeria da rua e ele seria morto. Viraria mais uma vítima do trânsito caótico das grandes cidades. Ele, apesar de tudo, conversava alegremente com meu pai. E o meu pai correspondia. "Venha, sente-se conosco!" alardeava meu colega com um pedaço de pão com manteiga oferecido por meu pai: "Deus estava lá naquela rua para socorrer seu irmão. Jesus foi quem fez tudo! Nós fomos apenas objeto nas suas mãos! Não é Ted?"

Naquele mesmo dia meu pai nunca mais foi o mesmo. Nem eu...

Josué Meneses
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Última atualização em Seg, 25 de Março de 2013 13:59
 
As Finas Iguarias do Rei, o Congresso Nacional Brasileiro e a Síndrome de Ester PDF Imprimir E-mail
"E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei."
politico
José, Moisés e Daniel, o que eles teriam a nos ensinar a respeito das constantes crises políticas no Brasil? A maioria dos políticos evangélicos sempre cita em seus discursos a condição política e a importância dos personagens bíblicos na vida do povo de Israel e demonstram que seja necessário votar em tal bancada para fortalecer ainda mais suas ações em prol do cristianismo. Será? Qual seria o real esforço que tais políticos tem feito com o intuito de moralizar o congresso brasileiro e sua política cada vez mais desacreditada?
O objetivo deste texto é de trazer uma reflexão a respeito da síndrome de Ester tão intrínseca na mente dos políticos evangélicos.
 
Clique no link abaixo para ler o artigo.
Última atualização em Sex, 02 de Outubro de 2009 19:51
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Água em Vinho PDF Imprimir E-mail

vinhoEste é uma excelente meditação do site www.paoquentediario.com.br que foi escrita pelo Pastor Ricardo César Vasconcelos da Igreja Presbiteriana Unida da Penha - RJ que mostra que o milagre que Jesus fez em transformar água em vinho foi muito mais do que simplesmente transformar substâncias.

Leia aqui!

Última atualização em Sex, 02 de Outubro de 2009 19:51
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Artigo: Para entender o conflito Israel-Palestino PDF Imprimir E-mail

Bandeiras

Veja este excelente artigo do Pastor Edjéce Martins Ferreira, pastor jubilado da Igreja Presbiteriana da Madalena em Recife-PE que mostra uma visão histórica e bíblica do que hoje está resultando na guerra na faixa de Gaza.

Este artigo está originalmente postado no site da Igreja Presbiteriana da Madalena, no seguinte link:  http://www.ipmadalena.org.br/pastoral.php?cod_pastoral=43

Recomendadíssimo!

Última atualização em Seg, 20 de Abril de 2009 14:01
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A TV pode deformar em vez de transformar. Imponha limites PDF Imprimir E-mail

josue_goncalvesEste artigo do Pastor Josúe Gonçalves, retirado do site Família e Graça,  trás dados científicos do uso da TV em nossos lares. O Pastor relata o tipo de uso, e a influência direta sobre nossos familiares. Ao final, ele cita dicas de como você medir o uso da sua TV em casa e como tomar atitudes para modificar seus hábitos.

Leitura recomendadíssima!

Para ler o artigo, clique no link abaixo.

Última atualização em Ter, 09 de Setembro de 2008 12:24
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